Memória de um pregador do evangelho
E LÁ ESTAVA EU...
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São quase 40 anos de Ministério, pregando o evangelho em várias partes do Brasil. Cantando, pregando e ultimamente apresentando os meus bonecos. Resolvi contar alguns acontecimentos vividos durante estes anos. Alguns engraçados, outros tristes. Pode ser que você que está lendo este texto tenha participado de algum evento aqui descrito. É claro que vai faltar muita coisa que a memória não me deixa lembrar. Procurei colocar, além de texto, várias fotos. |
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"Este sou eu no tempo que eu era Maurinho" |
Espero que esta leitura promova edificação na sua vida. | |
Maurão... primavera 2008.
A QUEDA.
E lá estava eu. Ano de 2003, mês de abril. Estava no maior pique, trabalhando bastante. Agenda cheia até o final do ano. Havia acabado de chegar de Porto Alegre, atendendo a um convite do irmão Sandro Becker, ex- jogador de futebol, agora empresário de vários atletas.
De manhã havia feito um trabalho na Igreja Quadrangular de Perús. Parei para almoçar em uma churrascaria, na avenida Marginal Tietê. Após o almoço, resolvi ler o jornal e me sentei em um banco, sem perceber que uma das pernas do banco estava quebrada. E não deu outra. Caí com tudo e já percebi que havia fraturado alguma coisa. Dor muito forte e ninguém por perto para me ajudar. Respirei fundo e com muito esforço consegui chegar até o carro. Ainda tinha um compromisso à noite, que, com muito esforço consegui realizar. No dia seguinte procurei ajuda médica que constatou a fratura na vértebra T12. Pouco tempo depois veio a constatação: Mieloma Múltiplo, ou seja, câncer de medula.
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"Meu aniversário, antes do transplante de Medula Óssea. Ao lado do Ivan, Pr. Campos (Fafá) e Filips" |
Exitem quedas que reclamamos, mas neste caso, tive mais que agradecer. Foi por ela,que conseguimos diagnosticar o Câncer.
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TOQUE DE SILÊNCIO...
E lá estava eu, em uma favela, de São Paulo. Era uma quinta-feira à tarde. As crianças, algumas filhas de traficantes, prostitutas, aguardavam com ansiedade a chegada dos bonecos do Tio Maurão.
Iniciamos o trabalho cantando com elas. Quando comecei a contar a estória da Galinha Prestinha, ouvimos uma sirene tocar, bem alto. Perguntei à irmã o que significava aquilo. Ela me explicou que era toque de silêncio e que todos nós deveríamos nos abaixar e ficar quietos. Fizemos o que ela mandou e escutamos o tiroteio que durou mais ou menos uns 10 minutos. Confesso que fiquei com medo, mas as crianças, levaram a situação na maior brincadeira, afinal estavam acostumadas. Depois dos 15 minutos, fizemos os bonecos e terminamos o culto. Saí dalí com medo, mas feliz, com a sensação do dever cumprido.
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"Participando de uma brincadeira (filme trash)" |
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REFORMA DE ROUPAS.
No meu tempo de criança, quase entrando na adolescência, aconteceu um fato interessante. Eu morava no interior e era comum, as mães reformarem as roupas dos filhos mais velhos, para os mais novos. Eu era o caçula, isto é, as roupas dos meus irmãos, eram reformadas prá mim. Tudo ia bem até o dia em que uma tia minha, - Noemi – resolveu reformar a calça do meu irmão – Mário – para mim. Ela confundiu as medidas das pernas e uma perna ficou larga e a outra, ficou bem justinha. A impressão que eu tive era que eu estava com paralisia. Fui falar com ela, e ela, dando risada falou que era assim mesmo, que ninguém iria nem reparar. Para não deixá-la triste, eu usei.
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"No tempo da mocidade. Ao lado do Jadir, amigo que desapareceu" |
"Com Nelson Piquet, sorte de jornalista iniciante" |
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SHOFAR NA IGREJA.
E lá estava eu, em uma igreja alternativa, no bairro da Casa Verde, São Paulo. O culto começou às 19 horas e só me passaram a palavra, às 20 e 45, ou seja,faltando 15 minutos para as 9 da noite. Durante o lonnnoooogo período de louvor, percebi que um irmão tocava um shofar, instrumento dos judeus, usado no ajuntamento do povo. Assim que eu comeceii a pregar, percebi que o irmãozinho continuava tocando o seu shofar. Eu não conseguia me concentrar e não tive outra alternativa. Pedi ao irmão que parasse de tocar o tal instrumento. Ele me olhou meio sem graça, mas parou de tocar. Para a minha alegria. Depois do culto fui perguntar ao dirigente porque demorou tanto em me passar a palavra. Ele me disse que o Espírito Santo havia mandado que ele cantasse aquela quantidade enorme de cânticos. Quando falta teologia é isso que acontece.




